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Importância
Econômica Proteção
Ambiental Planejamento
da Produção Construções Material
Genético Nutrição Biossegurança Vacinação Limpeza e
Desinfecção Monitorias
Sanitárias Tratamentos Fatores de
Risco Manejo da
Produção Manejo
Pré-abate Manejo de
Dejetos Gerenciamento Mercado e
Comercialização Referências
Bibliográficas Glossário
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Proteção
Ambiental |
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Além da
produtividade e competitividade econômica, qualquer sistema de produção
deve primar pela proteção ambiental, não somente pela exigência legal,
mas, também, por proporcionar melhor qualidade de vida à população rural e
urbana.
Com
relação à proteção ambiental, o produtor deve implantar um sistema de
gestão ambiental integrado, contemplando as seguintes etapas:
Avaliação do impacto
ambiental Manejo
voltado para a proteção ambiental Manejo
nutricional Manejo
de água na propriedade
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| Avaliação do impacto ambiental |
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- Proceder o diagnóstico da situação
ambiental local, antes de iniciar qualquer construção.
- Delinear um plano com dimensionamento do
projeto em função do volume de resíduos gerados na produção de suínos.
- Planejar as obras a partir das exigências
da legislação ambiental federal, estadual e municipal que determinam,
por exemplo, as distâncias mínimas de corpos d´água (fontes, rios,
córregos, açudes, lagos etc.), estradas, residências, divisas do
terreno, a proteção das áreas de preservação permanente, 20% da área de
reserva legal e outras.
Figura 1. Croqui das distâncias de acordo com a Legislação
da FATMA (SC).
(Obs: Estas distâncias podem sofrer variações nos diferentes
estados da federação, para tanto, sugere-se consultar o órgão estadual
de proteção ambiental).
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| Quadro
1. Legislação pertinente ao licenciamento ambiental. |
| -
Constituição Federal Brasileira - 1998 - Art. 225. |
| - Decreto
Federal nº 0750/93 - Mata Atlântica. |
| - Lei
Federal nº 9.605/98 - Lei dos Crimes Ambientais - Art. 60. |
| - Código
das Águas - Decreto Federal nº 24.645 de 10/07/34 e
alterações. |
| - Código
Florestal Federal - Lei 4.771/65 e alterações. |
| - Lei
Federal nº 6.766/79 - Disciplinamento do solo urbano. |
| -
Legislações e Códigos Sanitários Estaduais e Municipais. |
- Planejar a
propriedade tendo em vista a bacia hidrográfica como um todo,
respeitando a disponibilidade de recursos naturais.
- Minimizar
o uso da água nas instalações através de: a)- Desvio das
águas pluviais com o uso de calhas, aumento dos beirais e drenagem; b)-
Adequação da rede hidráulica e escolha dos bebedouros; c)-
Dimensionamento do sistema hidráulico de forma a manter a velocidade e a
pressão da água uniforme em todos os bebedouros (Tabela 1).
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| Tabela 1. Estimativa de consumo de água (litros/dia), de acordo com o tipo de
bebedouro para a produção de um suíno de 100 kg de peso vivo.
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Peso Corporal,
kg |
Bebedouro
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|
Bom |
Ruim |
Desperdício
|
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Consumo diário de água (l)
|
| 5-10
|
0,91 |
1,59 |
0,68 |
| 11-100
|
4,98 |
8,32 |
3,34 |
| |
Consumo total de água(l)
|
| 5-10
|
11,11 |
25,39 |
14,28 |
| 11-100
|
542,82 |
906,88 |
364,06 |
| Economia |
- |
- |
378,34 |
| Fonte:
(Referência
n° 32) Penz et.al. (1995). |
| |
- Avaliar as áreas de maior risco de poluição em caso de acidentes.
- Atender às legislações estaduais e municipais que normalmente
exigem:
- a)- LP (Licença Prévia) que determina a possibilidade de instalação
do empreendimento em determinado local; b)- LI (Licença de Instalação)
que faz a análise do projeto quanto à conformidade com a legislação
ambiental; c)- LO (Licença de Operação) que concede a licença de
funcionamento após conferência do projeto executado com base na LI e
prevê um plano de monitoramento;
- Estabelecer um programa de nutrição e manejo das rações que minimize
a excreção de nutrientes e de resíduos na propriedade, escolhendo o que
for mais adequado a sua área (tratamento, reaproveitamento dos resíduos,
exportação para vizinhos, etc);
- Monitorar e avaliar a adequação do dimensionamento do projeto.
- Considerar e avaliar as ampliações futuras em função da legislação,
do licenciamento e de mudanças no plano de nutrição.
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| Manejo voltado para a proteção ambiental |
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Reduzir a
geração de resíduos através do manejo nutricional eficiente e do manejo da
água na propriedade, diminuindo o potencial poluente dos resíduos (Tabela
2).
| Tabela 2. Características químicas e físicas dos
dejetos (mg/l) produzidos em uma unidade de crescimento e terminação
manejada em fossa de retenção, obtidas no Sistema de Produção de
Suínos da Embrapa Suínos e Aves. |
|
Parâmetro |
Mínimo |
Máximo |
Média |
| Demanda
Química de Oxigênio (DQO) |
11530
|
38448
|
25543
|
| Sólidos Totais |
12697
|
49432
|
22399
|
| Sólidos Voláteis |
8429
|
39024 |
16389 |
| Sólidos Fixos |
4268 |
10408
|
6010
|
| Sólidos Sedimentares |
220 |
850 |
429 |
| Nitrogênio Total |
1660 |
3710 |
2374 |
| Fósforo Total
|
320 |
1180
|
578
|
| Potássio Total
|
260 |
1140
|
536
|
| Fonte: (Referência
n° 36) Silva F.C.M. (1996). |
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Manejo
Nutricional |
|
|
Para promover a melhoria do desempenho e
das carcaças, reduzindo o poder poluente dos dejetos e o custo de produção
dos suínos, o produtor deve:
- Buscar o aumento da eficiência alimentar e da produtividade por
matriz;
- Usar rações formuladas com base nos valores de disponibilidade de
nutrientes dos alimentos, utilizando informações específicas dos suínos
que estão sendo produzidos, especialmente quanto ao genótipo, sexo e
consumo de ração;
- Utilizar dietas formuladas com maior precisão, evitando o acréscimo
de mais nutrientes ("margens de segurança") do que os animais
necessitam;
- Empregar o conceito de alimentação em múltiplas fases e sexos
separados;
- Evitar o uso de cobre como promotor de crescimento e reduzir ao
máximo o uso de zinco no controle da diarréia;
- Aumentar o uso de fontes de nutrientes com maior disponibilidade;
- Utilizar enzimas nas dietas;
- Utilizar a restrição alimentar em suínos na fase de terminação.
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Manejo de água na
propriedade |
|
|
O manejo da água na propriedade deve
contemplar:
- Evitar a utilização de lâmina
d'água;
- Remoção do dejeto via raspagem;
- Manutenção periódica do sistema
hidráulico;
- Reduzir a demanda de água no sistema
através do reaproveitamento da água, servida aos suínos, para limpeza
das instalações, evitando o contato com os animais.
| Tabela 3. Produção média diária de dejetos nas
diferentes fases produtivas dos suínos. |
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Categoria de Suínos |
Esterco* (kg/animal/dia) |
Esterco (+ urina kg/ animal/dia)
|
Dejetos líquidos (l/ animal/dia)
|
| Suínos de
25-100 kg |
2,30 |
4,90 |
7,00 |
| Porcas em Gestação |
3,60 |
11,00 |
16,00 |
| Porcas em Lactação |
6,40 |
18,00 |
27,00 |
| Machos |
3,00 |
6,00 |
9,00 |
| Leitões desmamados |
0,35 |
0,95 |
1,40 |
|
Média |
2,35 |
5,80 |
8,60 |
*Considerando esterco com cerca de 40% de matéria
seca. Fonte: (Referência
n° 29) Oliveira et al. (1993). |
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