|
Início
Importância
Econômica Proteção
Ambiental Planejamento
da Produção Construções Material
Genético Nutrição Biossegurança Vacinação Limpeza e
Desinfecção Monitorias
Sanitárias Tratamentos Fatores
de Risco Manejo
da Produção Manejo
Pré-abate Manejo
de Dejetos Gerenciamento Mercado e
Comercialização Referências
Bibliográficas Glossário
|
Material
Genético |
|
A
qualidade genética dos reprodutores de um sistema de produção é
considerada a base tecnológica de sustentação da sua produção. O
desempenho da uma raça ou linhagem é fruto da sua constituição
genética somada ao meio ambiente em que é criada. Por meio ambiente
entende-se não só o local onde o animal é criado, mas, também, a
nutrição, a sanidade e o manejo geral que lhe é imposto. Portanto,
de nada adiantaria fornecer o melhor ambiente possível para um
animal se esse não tivesse capacidade genética, ou potencial
genético como é normalmente chamado, de beneficiar-se dos aspectos
positivos do meio, em especial a nutrição e a condição sanitária,
para promover o aumento da produtividade.
Antes
de decidir a compra dos reprodutores, o produtor deve observar as
especificações dos suínos a serem produzidos, com base no mercado a
ser atendido, pois isso poderá ser decisivo na escolha do material
genético. Toda a escolha deve basear-se em dados técnicos que
permitam ao produtor projetar os níveis de produtividade a serem
obtidos. A experiência de outros produtores em relação a determinada
genética é ainda mais importante que os dados disponibilizados pelo
fornecedor. O produtor não deve esquecer, nesses casos, de verificar
as condições de criação que estão sendo observadas e aquelas que
serão oferecidas aos animais em seu sistema de produção, de forma a
minimizar possíveis interações genótipo/ambiente que serão decisivas
na obtenção dos índices de produtividade. O acompanhamento pós-venda
do material genético também é um fator importante a ser considerado
na decisão de compra, pois garantirá orientação adequada para
atingir as metas de produtividade, preconizadas pelo fornecedor, bem
como a necessária substituição de animais não produtivos.
Esquema de cruzamento Qualidade
genética Aquisição
dos reprodutores Fêmeas Machos Proporção
entre machos e fêmeas no plantel
|
| Esquema de cruzamento |
|
|
A produção de suínos de abate pode
ser feita usando vários esquemas de cruzamento, como, por exemplo,
os fixos de duas, três ou quatro raças, o retrocruzamento ou mesmo
os cruzamentos rotativos de duas ou mais raças. Todos eles, no
entanto, são menos eficientes na produção de animais para o abate,
comparados ao cruzamento de uma fêmea híbrida de linha fêmea,
especializada na produção de leitões, com macho puro ou híbrido de
linha macho, capaz de imprimir bons índices produtivos e excelentes
características de carcaça na progênie.
Essa recomendação fundamenta-se no uso
de reprodutores que permitem explorar ao máximo o vigor híbrido ou
heterose e a complementariedade entre as raças ou linhas que darão
origem à constituição genética do produto final destinado ao abate.
Em complementação, a procedência dos reprodutores de programas de
melhoramento garante uma menor distância entre a última geração de
seleção ocorrida no rebanho núcleo e a geração dos reprodutores que
estão sendo usados na produção comercial. Dessa forma, os ganhos
genéticos fluem mais rapidamente através da pirâmide de produção,
possibilitando uma melhor produtividade para o sistema de
produção.
|
| Qualidade genética |
|
|
A seleção dos animais para a melhoria das
características economicamente importantes ocorre nas granjas
núcleo, com raças puras ou sintéticas, as quais transferem o
material genético para os rebanhos multiplicadores que produzem,
principalmente fêmeas, para os rebanhos comerciais ou produtores de
suínos de abate. Em função da menor demanda de machos, os rebanhos
núcleo também repassam para os rebanhos comerciais, machos puros ou
sintéticos que excedem as necessidades de sua reposição, dos
rebanhos multiplicadores, e de abastecimento das Centrais de
Inseminação Artificial (CIA).
|
| Aquisição dos reprodutores |
|
Os reprodutores devem
ser adquiridos de rebanhos ligados a um programa de melhoria
genética e que apresentem Certificado de Granja de Reprodutores
Suídeos (GRSC). É importante certificar-se de que o material
genético é livre do gene halotano, responsável pela predisposição
dos animais ao estresse e pelo comprometimento da qualidade da
carne. Todos os machos e fêmeas devem ser de uma mesma origem, com o
objetivo de minimizar o surgimento de problemas sanitários.
|
| Fêmeas |
|
Como referência, as
fêmeas devem apresentar um potencial para produzir acima de 11
(onze) leitões vivos por parto e serem, de preferência, oriundas do
cruzamento entre as raças brancas Landrace e Large White, por serem
mais prolíficas. Em relação aos dados produtivos, as leitoas devem
apresentar um ganho de peso médio diário mínimo de 650 g (100 kg aos
154 dias de idade) e uma espessura de toucinho entre os 90 e 100 kg
próxima de 15 mm.
A aquisição de leitoas deve ser feita com
idade aproximada de 5 meses, em lotes equivalentes aos grupos de
gestação, acrescidos de 15% para compensar retornos e outros
problemas reprodutivos. Em complementação aos dados de
produtividade, atenção especial deve ser dada à qualidade dos
aprumos, à integridade dos órgãos reprodutivos, ao número e
distribuição das tetas (mínimo 12) e às condições sanitárias
apresentadas no momento da aquisição.
A reposição das
fêmeas do plantel deve ficar entre 30% e 40% ao ano, variação esta
que permite ao produtor manter um equilíbrio entre a imunidade e o
ganho genético do rebanho. Animais de excelente desempenho
reprodutivo podem e devem ser mantidos em produção por mais tempo,
de forma a compensar a eliminação de fêmeas que se mostrarem
improdutivas na fase inicial de reprodução.
|
| Machos |
|
Os machos devem
apresentar um alto percentual de carne na carcaça e boa conversão
alimentar, podendo ser de raça pura, sintética ou cruzado, de raça,
raças ou linhas diferentes daquelas que deram origem às leitoas. O
mercado brasileiro de reprodutores oferece uma variedade de
genótipos, que vai desde puros da raça Duroc e Large White até
cruzados Duroc x Pietrain, Duroc x Large White, Large White x
Pietrain, etc e sintéticos envolvendo essas raças e outras como o
Hampshire. A escolha deve sempre contemplar o mercado do produto
final.
Como referência o ganho de peso médio diário deve ser
superior a 690 g (100 kg aos 145 dias de idade) e o percentual de
carne na carcaça superior a 60%.
Os machos devem ser
adquiridos em torno de 2 meses mais velhos que a idade do(s) lote(s)
de leitoas que irá (ão) servir. Os primeiros animais a serem
adquiridos devem, portanto, apresentar idade entre 7 e 8 meses e os
demais, necessários para a reposição, com idade superior a 5 meses.
Essas referências de idade são particularmente importantes para que
o produtor possa fazer a avaliação dos dados produtivos dos animais,
bem como verificar as condições físicas mais próximas da idade de
reprodução.
A reposição anual de machos deve ficar em torno
de 80%, o que eqüivale a substituir os animais com idade aproximada
de 2 anos.
|
| Proporção entre machos e fêmeas no
plantel |
|
A proporção de machos e
fêmeas (leitoas e porcas) no plantel é de 1/20, sendo indispensável
dispor de no mínimo 2 machos na granja. Sempre que possível o
produtor deve optar pela inseminação artificial, utilizando na
cobrição das fêmeas sêmen oriundo de CIAs oficiais. Os machos das
CIAs são selecionados com maior intensidade em relação aos que são
destinados à monta natural, apresentando, portanto, melhores índices
de produtividade nas características economicamente importantes.
Quando o produtor usa inseminação artificial o número de machos
poderá ser reduzido, pois os mesmos serão utilizados apenas para o
manejo reprodutivo (detecção de cio) e para a realização de algumas
montas naturais em dias que possam dificultar o uso da inseminação
artificial. |
|
|
|
|