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Fatores de Risco |
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Na
suinocultura moderna, as doenças que afetam os animais podem ser
alocadas em dois grandes grupos:
1)
Doenças epizoóticas, causadas por agentes infecciosos específicos
que se caracterizam por apresentar alta contagiosidade e altas taxas
de morbidade e mortalidade; 2) Doenças multifatoriais de
etiologia complexa, em que um ou mais agentes infecciosos exercem
seu efeito patogênico em animais ou rebanhos submetidos à situações
de risco (doenças de rebanho).
Essas
doenças tendem a permanecer nos rebanhos de forma enzoótica,
afetando muitos animais, com baixa taxa de mortalidade, mas com
impacto econômico acentuado, devido a seu efeito negativo sobre os
índices produtivos do
rebanho. Estudos epidemiológicos têm
identificado fatores de risco que favorecem a ocorrência de doenças
multifatoriais nas diferentes fases de criação dos suínos. O
conhecimento desses fatores de risco é importante no estabelecimento
de medidas para evitá-los, ou corrigi-los. Fator de risco representa
uma característica do indivíduo ou do seu ambiente que, quando
presente, aumenta a probabilidade de aparecimento e/ou agravamento
de doenças. A seguir, serão relacionadas as principais doenças
complexas que ocorrem, por fase de produção, cujo controle envolve a
identificação e correção dos fatores de risco associados.
Fase
de maternidade Fase
de creche Fase
de crescimento e terminação Fase
de reprodução
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| Fase de maternidade |
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O aspecto
negativo mais importante na produção de suínos na fase de
maternidade é a mortalidade de leitões, cujas causas principais são
o esmagamento e a inanição. Além disso, as diarréias, principalmente
a coccidiose e colibacilose neonatal, são importantes por prejudicar
o desenvolvimento dos leitões e, às vezes, também, provocar mortes
como é o caso da colibacilose. Os principais fatores a serem
considerados para reduzir, ou evitar a ocorrência desses problemas
podem ser encontrados na Referência
n° 23.
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| Fase de creche |
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Nessa fase, as diarréias, a doença do edema e a infecção
por estreptococos são os principais problemas. Os fatores de risco
que favorecem a ocorrência dessas patologias foram identificados e
podem ser corrigidos, conforme descrito na Referência
n° 24.
O vício de sucção é uma alteração psíquica que
leva os leitões ao hábito de sugar o umbigo, a vulva ou a prega das
orelhas logo após o desmame, sendo considerada uma doença
multifatorial. Sua ocorrência causa prejuízo para o desempenho dos
animais, podendo ocorrer em alguns rebanhos, onde os leitões são
submetidos à situações de risco. Os fatores de risco associados à
ocorrência desse vício estão descritos na Referência
n° 04.
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| Fase de crescimento e terminação |
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Os problemas sanitários
mais importantes nessas fases são as doenças respiratórias (rinite
atrófica e pneumonias) e as infecções por estreptococos, porém as
diarréias como a ileíte e as colites também merecem atenção. Para
prevenir essas doenças, deve-se evitar os fatores de risco já
identificados e caracterizados na Referência
n° 13.
Outro problema sanitário, observado no abate,
considerado de origem multifatorial, é a linfadenite granulomatosa.
Na prevenção e controle dessa infecção é importante evitar, ou
corrigir os fatores de risco que podem ocorrer tanto na fase de
creche (Referência
n° 27) como na fase de crescimento (Referência
n° 06).
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| Fase de reprodução |
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Os
principais problemas sanitários que afetam a reprodução da fêmea
suína são as infecções inespecíficas do aparelho genital e urinário
e a parvovirose. Os fatores importantes a serem observados na
prevenção dessas infecções, e no aumento do tamanho das leitegadas,
podem ser encontrados na Referência
n° 02. Um dos problemas que interfere diretamente
no desempenho e sobrevivência dos leitões recém-nascidos é a saúde
da porca. Os principais fatores de risco identificados que favorecem
a ocorrência de problemas com a porca no parto e puerpério estão
relacionados na Referência
n° 03.
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